Mitos e verdades sobre as cirurgias de obesidade

Mitos e verdades sobre as cirurgias de obesidade | Instituto Sallet

A taxa de pessoas obesas cresce a cada ano e já atinge 20% dos brasileiros. O excesso de peso pode ser causado por diversos fatores, desde a alimentação desbalanceada, genética e até problemas de saúde. Porém, quem já está obeso pode recorrer às cirurgias de obesidade, sendo um tratamento bem eficaz para essa condição.

Existem algumas cirurgias para reduzir o estômago e/ou desviar o intestino que favorecem o emagrecimento. São conhecidas como cirurgia da obesidade, cirurgia da redução do estômago, cirurgia metabólica ou cirurgia bariátrica. Dentre as técnicas mais conhecidas destacam-se o bypass gástrico, sleeve gástrico, cirurgia do diabetes/ metabólica, duodenal switch, banda gástrica e outras. Cada intervenção citada pode ser indicada conforme as especificações do paciente. Se tem curiosidade em conhecer mais sobre, descubra os mitos e verdades sobre essas cirurgias!

  1. O acompanhamento psicológico é obrigatório

Verdade. Por se tratar de um processo importante que requer preparo e apoio mental e emocional, o paciente submetido a cirurgia de obesidade deve ter acompanhamento psicológico rotineiro.

  1. Os pacientes deverão continuar a fazer dieta após a cirurgia

Verdade. A cirurgia favorece o emagrecimento, porém o papel do paciente é essencial nesse processo. Ou seja, a dieta orientada pelos profissionais deve ser seguida à risca.

  1. Qualquer pessoa obesa pode passar por uma cirurgia bariátrica

Mito. Nem todas as pessoas podem realizar cirurgias de obesidade, pois há requisitos que devem ser preenchidos pelo paciente. Esses requisitos foram regulamentados pela Resolução 2.131/15. Alguns deles são:

  • Paciente deve ter entre 16 e 65 anos;
  • Pacientes devem apresentar IMC entre 35 e 39,9kg/m² associado a comorbidades como diabetes, pressão alta, apneia do sono ou outras (duas ou mais doenças associadas que podem levar o paciente a óbito);
  • Pacientes devem apresentar IMC a partir de 40kg/m² sem necessidade de comprovar doenças associadas.
  1. Após o pós-operatório o paciente já pode tirar o excesso de pele

Mito. Na verdade, o prazo indicado para a retirada do excesso de pele é de 2 anos após a cirurgia até que a perda de peso se estabilize, e o paciente esteja apto para realizar a retirada do excesso de pele. Essa é uma definição do Conselho Federal de Medicina (CFM).   

  1. Uma mulher deve esperar dois anos após a cirurgia para poder engravidar

Verdade. As cirurgias de obesidade causam diversas transformações no corpo, o que leva um tempo para o organismo voltar a funcionar adequadamente. Assim, para evitar baixa absorção de nutrientes e problemas de má formação fetal, o ideal é que a mulher espere 2 anos para engravidar após a cirurgia.

  1. É possível voltar ao peso original e até engordar mais após as cirurgias de obesidade

Verdade. Mesmo com a redução do estômago em 5% do seu tamanho original, se o paciente não mudar seus hábitos alimentares, é possível ganhar peso novamente, pois mesmo após a cirurgia é o intestino que faz a absorção dos nutrientes. Sendo assim, caso o paciente continue com uma alimentação desbalanceada, o intestino pode absorver os alimentos ingeridos e, com isso, o sobrepeso pode ocorrer. Portanto, mesmo operado, vale a regra: bons hábitos alimentares, práticas regulares de atividade física e uso de suplementos nutricionais adequadamente.  

  1. O paciente pode emagrecer bem mais nos primeiros meses após a cirurgia

Verdade. O comum é que o paciente emagreça mais nos 6 primeiros meses após a cirurgia. Contudo, o processo de emagrecimento pode levar até 2 anos.

  1. As cirurgias de redução de estômago são as mais arriscadas

Mito. As cirurgias de obesidade possuem riscos parecidos com outras cirurgias, como cardíacas e abdominais, com chance de ter complicações de apenas 4% nos 30 primeiros dias pós cirúrgicos. As principais complicações são infecções e sangramentos, no curto prazo, e a longo prazo, osteoporose e desnutrição.

  1. As cirurgias de redução de estômago são irreversíveis

Mito. Apenas as cirurgias de redução gastrectomia vertical (quando há retirada de parte do estômago) e a duodenal switch não são reversíveis.  

  1. Após a cirurgia ou colocação do balão intragástrico, o paciente pode comer de tudo, desde que em pequenas quantidades

Mito. O ideal é que as cirurgias de obesidade sejam o início de uma mudança de vida, ou seja, melhora nos hábitos alimentares, assim o paciente deve escolher sempre uma alimentação mais saudável e balanceada, tendo acompanhamento nutricional.

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2 comments on “Mitos e verdades sobre as cirurgias de obesidade

  1. Muito bom. Gostaria de saber se é mito ou verdade que depois da bariátrica, não pode mais engolir o bagaço da laranja ou de outras frutas? Pois, pode causar obstrução no intestino?

  2. Bom dia. Fiz a cirurgia aí com vcs a um ano e meio. Gosto muito das orientações de vcs . Equipe maravilhosa. Estou amando os resultados, sigo a risca as orientações

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